Africa Basquetebol

26 agosto 2007

ANGOLA : Ataque foi alma de uma selecção demolidora

Conjunto angolano justificou que é mais forte a jogar sobre pressão

Paulo Caculo

O conjunto angolano precisou acelerar à fundo para provar que a sua superioridade em campo é uma consequência natural da sua acção demolidora. Num colectivo onde quase tudo funcionou com perfeição, sobretudo nos dois últimos quartos, deve-se realçar o excelente jogo defensivo evidenciado pela equipa nacional.
De resto, o colectivo angolano acaba por justificar que é mais forte a jogar sob pressão e sabe dar resposta a todos os pedidos de um jogo com elevados níveis de competitividade. Eis, no entanto, os registos de cada um dos obreiros do nono troféu continental do país;
Carlos Morais: Foi seguramente a par de Kikas, Milton Barros, Lutonda e Eduardo Mingas um dos melhores jogadores do conjunto angolano neste Africano. O jovem sabe jogar. É uma mais-valia em que a selecção pode continuar a contar.
Eduardo Mingas: Foi o jogador mais valioso do jogo, pois foi aquele que mais pontos conseguiu fazer. A forma como festejou o título descreve muito bem os momentos de emoção que proporcionou aos adeptos. Esteve em grande no jogo, tendo sido das suas mãos onde surgiram 18 importantes pontos, numa altura em que a selecção parecia descer de produtividade.
Lutonda: Protagonizou uma despedida em grande da Selecção Nacional. É incrível a forma como não falha nos lances livres. Como recompensa, além do título, fica registado o grande tributo prestado pelo público ao grande "General".
Milton Barros: O jovem terminou em grande o campeonato. A sua qualidade técnica e velocidade, mais uma vez, voltaram a ser fundamentais para que este título fosse uma realidade.
Luís Costa: O jogador do Petro de Luanda fez os últimos dois pontos que fizeram com que Angola atingisse os 86 pontos. Mas, antes disso, nas poucas oportunidades que teve para entrar no jogo, soube desempenhar bem o seu papel.
Olímpio Cipriano: Esperava-se mais dele nesta final. Não se sabe por que razão o "craque" da nossa selecção acusou baixa de nível, na fase derradeira da prova. Ainda assim, o extremo-base angolano arrebatou um troféu.
Kikas: Foi um dos eleitos do melhor cinco inicial do Afrobasket e o MVP do campeonato. Na verdade não constituiu nenhuma surpresa para quem acompanhou a sua prestação durante toda a prova. O poste angolano foi seguramente o pilar de sustentação deste nono troféu angolano.
Carlos Morais: É um dos jovens seleccionados de "Ginguba" com um futuro muito promissor. Sem Milton Barros no "cinco" ou com ele, Morais sabe assumir as "despesas" do jogo ofensivo nacional. Os seus passes são um meio-ponto.
Víctor de Carvalho: O nosso "capitão" é outro dos jogadores que pode sair de cabeça erguida, bem erguida mesmo, da selecção nacional. Este era o título que faltava à sua galeria. Os seus triplos vão deixar saudades, mas a sua marca ficou, mais uma vez, registada como o selo extraordinário de uma qualidade onde reside os êxitos.
Armando Costa: Nos seis minutos que esteve em campo, o base ajudou quer na defesa quer no ataque ao mesmo tempo em que foi fundamental na recuperação do jogo da equipa.
Carlos Almeida: jogou e fez por merecer. Grande exibição. A sua experiência acabou por ser um factor importante na manobra do conjunto.
Felizardo Ambrósio: Não deixa de ser um dos felizes contemplados com este título
da melhor forma. Não chegou a jogar esta final, mas deixou também a sua marca registada e seguramente é um atleta a se ter em conta para os Jogos Olímpicos.

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